TCA50: novo TCA

Inaugurado formalmente em 1967, o Teatro Castro Alves já se consolidava à época de sua construção como um dos mais importantes do Brasil e um dos maiores exemplares da arquitetura moderna nacional. Ao longo dos seus cinquenta anos de intensa atividade, intervenções foram realizadas para garantir a manutenção dos seus espaços e para adequar suas estruturas às demandas dos novos tempos. O Novo TCA é a maior iniciativa de requalificação e ampliação já realizada na história do teatro. O projeto visa não apenas reparar a ação do tempo sobre uma edificação cinquentenária, como também recolocar o TCA na vanguarda dos grandes equipamentos culturais brasileiros e do mundo.

O Novo TCA começou a ser idealizado em 2007, ano que marcou os 40 anos de funcionamento do Teatro Castro Alves e o início de um novo ciclo na política cultural do estado e na gestão do teatro. A conclusão da sua primeira etapa foi marcada pela entrega da Concha Acústica totalmente requalificada e de um maior estacionamento há muito tempo reivindicado pelos usuários do teatro. Em plena comemoração ao seu meio século de existência, o TCA se prepara para a segunda fase do projeto, a ser iniciada com a reforma de outro importante espaço do complexo, a Sala do Coro.

NOVA GESTÃO

A partir de 2007, sob nova direção, o Teatro Castro Alves iniciou uma gestão orientada pela democratização e acessibilidade das suas ações. Em alinhamento com as diretrizes definidas pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o TCA passou por uma reestruturação de seu modelo administrativo e se voltou prioritariamente para projetos e iniciativas de formação e requalificação técnica, para a ampliação do acesso do público à programação e a ocupação dos seus espaços.

A necessidade de intervenções na estrutura física e de modernização do aparato tecnológico do teatro levou ao movimento que resultaria poucos anos mais tarde no projeto Novo TCA. O período entre 2007 e 2009 foi marcado por um diálogo entre a gestão do teatro, a sociedade civil, artistas e entidades representativas, que culminou na elaboração de estudos e diagnósticos técnicos realizados por consultorias especializadas em arquitetura, cenotécnica e acústica avançadas, gestão e planejamento de empreendimentos. Após a última grande reforma no teatro, concluída em 1993, já havia a necessidade de requalificação e adequação do TCA ao novo cenário das técnicas e tecnologias do espetáculo.

Além da ampliação e requalificação física do maior complexo cultural do estado, o conceito do Novo TCA atualizava o desejo do educador baiano Anísio Teixeira, que, na década de 1940, vislumbrava o Teatro Castro Alves como um centro de formação em artes capaz de comportar uma diversidade maior de linguagens artísticas e culturais. Assim, no decorrer dos anos de 2009 e 2010, foi realizado o Concurso Público Nacional de Anteprojetos Arquitetônicos para Requalificação e Ampliação do Complexo TCA, dando início oficialmente ao projeto Novo TCA.

CONCURSO PÚBLICO NACIONAL

No final de 2009, foi lançado o concurso destinado a escolher a melhor proposta para a requalificação dos espaços do Teatro Castro Alves – Sala Principal, Concha Acústica, Sala do Coro, Foyer, Centro Técnico, Jardim Suspenso, Café Teatro e Vão Livre -, além da ampliação do complexo cultural com a construção do Centro de Referência em Engenharia de Espetáculos (CREE), da Sala Sinfônica, de um estacionamento com 300 vagas e de uma sala de cinema, dentre outras intervenções.

Concebido pela equipe do Teatro Castro Alves, o Termo de Referência para o concurso estabelecia que a execução das obras deveria ocorrer em etapas de modo a evitar ao máximo a suspensão das atividades do TCA, além do respeito à arquitetura original prevista no projeto de Bina Fonyat. O termo ainda preconizava a redistribuição e ampliação dos espaços, a articulação entre as áreas novas e as preexistentes, de modo a tornar as dependências do complexo mais integradas e abertas a novos usos e funções. A racionalidade na aplicação de recursos e a exequibilidade da obra também foram premissas para a escolha do anteprojeto.

O concurso foi realizado e concluído em 2010, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/BA. No total, inscreveram-se 40 escritórios de arquitetura da Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. As propostas foram avaliadas, sem a identificação dos autores dos anteprojetos, por uma comissão julgadora formada pelos arquitetos Luiz Amorim (Pernambuco), Vinícius Andrade (São Paulo), Jorge Moscato (Argentina), José Fernando Minho (Bahia) e Naia Alban (Bahia).

Os arquitetos Nivaldo Andrade e Daniel Colina assumiram, respectivamente, a coordenação e vice-coordenação do concurso, que contou com uma equipe de consultores formada pelos arquitetos José Augusto Nepomuceno (acústica) e José Carlos Serroni (cenotecnia), e o engenheiro Maurício José Lima Bastos (estruturas). A equipe do TCA na organização do concurso foi composta por Moacyr Gramacho (diretor), Rose Lima (diretora artística), Renata Mota (coordenadora do Centro Técnico), Cinthia Rosa (coordenadora do Departamento de Arquitetura), Fabiana Pimentel (assessoria especial) e Júlio San Martins (assessoria de planejamento).

O júri escolheu como vencedor o anteprojeto coordenado pelo arquiteto Lucas Fehr, do Estúdio América (SP), escritório que já havia vencido outros concursos públicos nacionais e internacionais, como o do Complexo Hotel Paineiras, no Rio de Janeiro, e o do Museu da Memória e Centro Matucana, em Santiago do Chile. Os cinco finalistas foram premiados. O primeiro colocado recebeu um prêmio de R$ 60 mil. A proposta que ficou em segundo lugar foi coordenada pelo arquiteto Emerson José Vidigal, de Curitiba, e recebeu o valor de R$ 30 mil. Os demais classificados foram, na ordem, os anteprojetos apresentados pelos arquitetos César Shundi Iwamizu, Fernanda Palmieri e Luciano Margotto Soares, todos de São Paulo, que ganharam, respectivamente, R$20 mil, R$ 15 mil e R$ 10 mil.

 

O Novo TCA projetado pelo Estúdio América, vencedor do concurso nacional realizado em 2009/2010.

Um dos destaques do anteprojeto do Estúdio América foi a ocupação horizontal da encosta que separa a edificação principal da Concha Acústica e a criação de uma área de circulação em volta do edifício, com função de zona de convivência para encontros e trocas culturais, em acordo com o conceito de equipamento cultural vivo e aberto previsto no Termo de Referência.

O Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC-BA) publicou em 9 de agosto de 2010 uma moção de apoio à realização do concurso. Na nota, o CEC-BA “parabeniza a equipe do TCA pela qualidade do projeto arquitetônico e cultural desenvolvido e apresentado. Expressa sua concordância com o procedimento utilizado para a construção do referido projeto, fundamentado em edital articulado pelo Instituto dos Arquitetos, que se pautou pela qualidade do projeto e não somente por seu menor custo. Entende que o procedimento de construção do projeto deve ser tomado como exemplo a ser seguido para a administração pública, em especial na área cultural, pois as obras públicas devem combinar necessariamente: zelo com o recurso público; transparência; qualidade técnica e estética”.

O Estúdio América entregou em 2012 o projeto arquitetônico executivo e os projetos complementares de estrutura, contenções, acústica, hidráulica, elétrica, condicionamento de ar, dentre outros. O Edital de Ampliação do Novo TCA e Requalificação da Concha Acústica – 1ª Etapa foi publicado em 25 de setembro de 2013.

Em paralelo aos trâmites necessários para o início das obras, no dia 27 de novembro de 2013, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN reconheceu, por unanimidade, o tombamento do Teatro Castro Alves como o segundo patrimônio nacional da arquitetura moderna na Bahia – o primeiro foi o Elevador Lacerda. Com a homologação da decisão do IPHAN pelo Ministério da Cultura, em portaria publicada no Diário Oficial da União do dia 19 de setembro de 2014, o TCA passava a integrar o rol de edificações históricas que inclui a Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, e o prédio do Ministério da Educação e Saúde Pública, atual Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, dentre outros monumentos. O IPHAN considerou a qualidade do projeto vencedor, a concorrência pública e o atendimento ao Termo de Referência para autorizar a execução da execução das obras.

A primeira etapa do Novo TCA foi iniciada em dezembro de 2013 e previa a escavação, construção de contenção de terreno e estruturas afins; requalificação da Concha Acústica, com a construção de novos camarotes, camarins, estruturas de bar e lanchonete, além de acessos e equipamentos cênicos; construção do novo espaço para estacionamento, com capacidade para cerca de 300 veículos; e a construção da Casa de Máquinas, para abrigar um novo quadro elétrico de suporte às demandas do complexo.

 

Obras de reforma da Concha Acústica, primeira etapa do Novo TCA (07/04/2014). Foto: Acervo TCA.

PRIMEIRA ETAPA

Em 14 de dezembro de 2013, foi iniciada a primeira etapa de ampliação e requalificação do TCA, sob responsabilidade da AXXO Construtora. Para comemorar o pontapé inicial do Novo TCA e o tombamento do teatro, foi realizado no dia 15 de dezembro de 2013 o Domingão na Concha do TCA, um show que contou com a participação de Lenine, Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz, BaianaSystem, Margareth Menezes, Marcela Bellas, Nelson Rufino e Luiz Caldas. No dia seguinte, a Concha Acústica era interditada para o início das obras.

Mesmo com o fechamento provisório da Concha Acústica, foi mantido o funcionamento da Sala Principal do TCA, do Centro Técnico, da área administrativa e dos outros espaços do Complexo, conforme a premissa básica do Termo de Referência do concurso que orientava para o mínimo impacto possível à operacionalidade e à rotina do teatro.

Uma experiência emblemática da sintonia entre o ritmo de obras e a ocupação do Complexo TCA foi o projeto Sob Rasura, criado e realizado pelo Balé Teatro Castro Alves (BTCA) entre os anos de 2013 e 2014, em que os bailarinos ocupavam o canteiro de obras, entre operários e máquinas, em um trabalho de investigação sobre a própria atmosfera de mudanças e a trajetória do grupo.

A reinauguração da Concha Acústica do TCA aconteceu em 13 de maio de 2015, marcada pelo Festival Eu Sou a Concha, sob direção artística de Elísio Lopes Jr., que contou com uma programação especial de quatro noites de apresentações de diversos artistas como Maria Bethânia, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Lazzo Matumbi, Baiana System, Ney Matogrosso e Novos Baianos.

 

Os Novos Baianos se reuniram para celebrar a reinauguração da Concha Acústica em duas apresentações com lotação máxima. Foto: Rosilda Cruz

Totalmente requalificada, a Nova Concha passou a contar com novos camarotes, camarins e bilheteria, além de uma área específica projetada para carga e descarga de equipamentos e sala de imprensa. A cobertura do palco, antes de lona, foi substituída por uma passarela luminotécnica que abriga todo o aparato de tecnologia cênica e possibilita a vista aérea da montagem dos elementos de luz e som. Sobre a cobertura, um ecotelhado ajuda a regular a temperatura dentro das cabines. Foi criado um espaço de 2.600m² de pedras portuguesas, destinado à realização de eventos e espetáculos ao ar livre. O público também passou a contar com um edifício garagem de cinco pavimentos e 300 vagas, uma antiga reivindicação dos usuários do teatro e uma iniciativa de autogestão para garantir que os recursos obtidos com o estacionamento voltem para o teatro. A arquibancada foi totalmente reformada e teve sua capacidade reduzida de 5.600 para 5 mil pessoas, para garantir maior conforto e segurança ao público.

SEGUNDA ETAPA

A reforma da Sala do Coro é a primeira ação da segunda etapa do Novo TCA e está inserida nas comemorações dos 50 anos do Teatro Castro Alves. Inaugurada em 1978, a Sala do Coro é um espaço com capacidade atual para 197 pessoas, ocupado prioritariamente por produções de pequeno porte, nas linguagens do teatro, dança e música. Com a sua requalificação, passará a ter uma nova configuração espacial mais flexível para o palco e a plateia, proporcionando mais liberdade para os criadores e maior interatividade entre a área de encenação e o público. Está prevista a modernização dos equipamentos de sonorização, acústica, cenotecnia, sistema de ar condicionado, requalificação dos sanitários e dos camarins.

 

Prestes a completar 40 anos, a Sala do Coro vai passar por uma ampla requalificação na segunda etapa do Novo TCA.

Na sequência da segunda etapa, serão executadas intervenções como a construção do Centro de Referência em Engenharia do Espetáculo (CREE), da Sala Sinfônica e da Sala de Cinema, com 600 e 150 lugares, respectivamente. Na Sala Principal, os camarins e áreas de apoio ao palco serão redistribuídos e as salas de controle serão reformadas. A requalificação inclui ainda a reorganização da plateia conforme técnicas de tratamento acústico, a restauração das poltronas e do carpete, além de ajustes no sistema de ar condicionado, iluminação e sonorização.

As salas de ensaio e áreas administrativas do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA) e da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) serão reformadas, e serão construídas mais três salas polivalentes. Os espaços do Foyer, Jardim Suspenso, restaurante, bilheteria e os espaços administrativos também serão requalificados.

Estão previstas ações de acessibilidade, como a implantação de novos elevadores, rampas, corrimãos e escadas rolantes, além de ajustes e adaptações nas portas, poltronas e vagas de estacionamento dedicadas a pessoas com necessidades especiais. Para garantir o acesso de pessoas com limitação visual, está programada a implantação de sinalização e a disponibilização de materiais de divulgação em Sistema Braille, além de ações específicas para pessoas com deficiência auditiva.

Ao final da segunda etapa, a área ampliada será de 28.850,00 m² e a requalificada corresponderá a 26.850,00 m². A modernização dos palcos e das instalações já existentes, aliada à criação de novos equipamentos culturais e a oferta de mais e melhores serviços ligados às técnicas do espetáculo, visa ampliar o acesso e trazer mais conforto aos usuários do teatro, além de garantir melhores condições de criação para os fazedores de arte e cultura da Bahia e do mundo que passam pelo TCA.

 

“A ideia é devolver ao teatro sua verdadeira vocação.

Resgatar a sua essência. Ser de fato um espaço que alia

qualidade técnica e excelência artística,

mas que também potencialize o seu caráter formativo” 

Moacyr Gramacho, diretor do Teatro Castro Alves

 

 

Veja o book digital do Novo TCA

 

ENTENDA TODAS AS TRANSFORMAÇÕES DO NOVO TCA:

 

AMPLIAÇÃO

Estacionamento (CONCLUÍDO ) – Construção com 300 vagas para veículos, 20 vagas para motos e 5 vagas para caminhões.

Sala Sinfônica – Construção e montagem de sala de concertos com capacidade para 600 lugares, que será a casa da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA). A sala oferecerá aos músicos e ao público qualidade acústica de padrão internacional, inscrevendo definitivamente a Bahia no panorama deste importante patrimônio cultural mundial que é a música sinfônica.

Centro de Referência em Engenharia do Espetáculo (CREE) – Com novas instalações, o Centro Técnico do TCA se transformará num centro de referência nacional no campo da engenharia do espetáculo. Sua missão será ampliar as ações voltadas para a produção, registro e difusão de conhecimentos nos campos da cenografia, figurino, maquiagem, som e iluminação cênicas, além de prestar assessoramento no campo da cenotecnia a equipamentos culturais públicos e privados. Valendo-se da efervescência dos palcos do TCA, o CREE será um ponto de encontro da Bahia, do Brasil e do mundo no que tange às técnicas e tecnologias do espetáculo, valorizando e aperfeiçoando os saberes e fazeres de quem está nos bastidores.

Laboratório Cenográfico – Integrado ao CREE, será um espaço com as mesmas dimensões da caixa cênica da Sala Principal e oferecerá condições para a afinação técnica da cena antes da estreia. Nele será possível realizar experimentações da engenharia do espetáculo, através da pré-montagem de cenários. O Laboratório servirá ainda para a realização de cursos, oficinas e residências técnicas.

Sala de Cinema – Com 150 lugares, complementará a rica oferta de serviços culturais propostos pelo Complexo TCA, possibilitando a exibição de filmes e a realização de eventos e cursos.

REQUALIFICAÇÃO

Os espaços já existentes ganharão novos contornos em sua infraestrutura física e cênica, como:

Concha Acústica (CONCLUÍDO) – Requalificação das instalações de camarins, camarotes, cobertura e palco, envolvendo equipamentos, instalações internas e acabamento.

Casa de Máquinas (CONCLUÍDO)  – Melhoria da central elétrica, além dos sistemas de ar condicionado, gás e demais instalações.

Sala do Coro – Criação de um foyer específico sobre o novo estacionamento, que permitirá o embarque e desembarque direto e maior visibilidade externa; requalificação dos sanitários e camarins; construção de uma nova proposta espacial para o palco/plateia e modernização dos equipamentos de sonorização, acústica, cenotecnia e sistema de ar condicionado.

Foyer da Sala Principal – Melhoria da infraestrutura de apoio às exposições e eventos, incluindo o restaurante, sanitários, bilheterias e enfermaria.

Vão Livre – Montagem de infraestrutura que possibilite a realização permanente de eventos, incluindo mobiliário para o público e renovação dos jardins; redistribuição do acesso à recepção do piso inferior.

Espaço BTCA – Pisos A, B e C: requalificação das salas de ensaio, vestiários, sanitários, áreas administrativas, depósitos e copa.

Espaço OSBA – Pisos A, B e C: requalificação dos sanitários e das salas de ensaio, que passarão por uma redistribuição para liberar espaços para novas salas, administração, arquivo, sala para os músicos e guarda-volumes; redistribuição da arquibancada e cabine de som e luz.

Sala Principal – Redistribuição dos camarins e áreas de apoio ao palco, buscando uma organização mais eficiente. A plateia será reorganizada conforme as técnicas de tratamento acústico. As salas de controle serão objeto de reforma e será implantado um sanitário para apoio. As poltronas e o carpete da plateia serão restaurados, assim como a área de circulação. Serão realizados ajustes na acústica, que atenderão às novas demandas, além de melhorias técnicas no sistema de ar condicionado, da iluminação geral, da sonorização e da iluminação cênica da plateia.